É estranho fazer uma retrospectiva e chegar à conclusão de que não passou assim tanto tempo que justificasse tanta mudança. Que são 3 anos afinal? São 3 pedras num charco, e não uma vida. Uma vida é coisa para cima de muito tempo, e é uma vida que passou desde 3 anos a esta parte. Quem diz 3, diz mais, longe de mim ser picuinhas. E não obstante ser estranho é agradável.
Agradável repetir o percurso tantas vezes percorrido, agora quase caído no esquecimento, e não conseguir evitar uma certa comoção. Ficamos como que com a sensação de que no final de contas 3 anos não foram assim tanto tempo. Aquela brisa de fim de tarde não engana. Como não engana aquele pôr-do-sol, nem aquele frio miudinho, nem aquele caminho sinuoso. Sabe tão bem chegar á conclusão que ainda podemos ouvir um cd com aqueles ouvidos de 15 anos a fazer-nos acreditar que podemos mudar o mundo: uma fé renovada com novo entusiasmo sempre que ouvimos esse cd, e AQUELA música. É bom notar ainda aquele passo confiante de quem sabe que tudo é uma questão de tempo até o jogo virar para nós, e não dar demasiada importância ao que quer que seja porque nada parece merecer demasiada importância.
Mas a verdade é que 3 anos passam e mudam muita coisa. Especialmente, depois dos 15. Mais ainda se os 3 virarem 4 e os 4 virarem 5. E o tempo a fugir. E sabe bem. Sabe bem ver que por muita machadada que se leve, teremos sempre aquelas raízes. Aquelas raízes e aquele solo. Só isso já faz valer a pena. Recordar não serve para matar a saudade. Recordar é o objectivo último da saudade e a única coisa boa e de novo que ela nos traz.
E sim foi bom. "Foi bom ter nascido. Foi bom não ter acabado ainda de nascer".
"Foi bom ter nascido. Foi bom não ter acabado ainda de nascer"
ResponderExcluirEspero que interorizes bem estas tuas frases...
;)
(beijinhos)
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluiré uma citação de vergílio ferreira, ritinha ;)
ResponderExcluir