deixamos o chão, as folhas, o ar serem sugados pela labareda. pela gravidade da situação, deixamos o ouro da nossa vida arder, incinerar, ebulir. deixamos. deixamos de ser gente, por isso fugimos da luta que era fugir. que era avançar na quietude do outono. de descansar os pés e os ombros no regaço de uma qualquer árvore maternal. deixamo-nos. deixamo-nos queimar, aos gritos, na vez do descanso.
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