segunda-feira, abril 24, 2017

two faces. and counting.

"Alison, I built this whole life, I'm building a whole house just to prove to everybody that I don't love you anymore, that I don't need you, that I don't want you, that I don't miss you. But the truth is that I do. I need you, and I want you, and I miss you, and I love you, and I'm tired of pretending that I don't."

Cole, "The Affair"

"You're scared. I think you're giving up because we've made a mess of everything, and it's too complicated. If you leave Luisa now, you can't play the good guy anymore. Then you're an asshole just like me. Yeah, but maybe you're a happy asshole instead of a miserable hero."


Allison, "The Affair"


quinta-feira, abril 20, 2017

segunda-feira, abril 03, 2017

"i don't want to say goodbye"


eu não quero partir
porque faço parte desta terra envenenada.
não quero desfazer
os meus esforços e as minhas construções
até se esboroarem,
de olhos vazios postos no céu.
não quero competir
com o inevitável.
eu quero-te comigo
nesta viagem ultrasónica para o juízo final,
em que os nossos pais nos embarcaram.
condenados.
nunca tive a hipótese
de ser mais que uma lágrima na chuva
escoada para os esgotos
rumo ao oceano morto.

quinta-feira, março 09, 2017

double logan on ice

Deus fez-te perfeito, imortal e feroz.
Músculo com articulações fracas.
Cerebral sem controlo da fala.
A idade pesa-te as pernas,
Até aos confins da eternidade.
Este és tu
A dançar aos socos com a vida.


segunda-feira, fevereiro 27, 2017

... and nothing else matters.


"A look in somebody's eyes
To light up the skies
To open the world and send it reeling
A voice that says, I'll be here
And you'll be alright

I don't care if I know
Just where I will go
'Cause all that I need is this crazy feeling
A rat-tat-tat on my heart

Think I want it to stay."

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

"arqui-inimigo da prata, mas acorrentado nesta vida"

como um vampiro, vivo em contra-ciclo com a vida e tudo o que pertence à claridade. sou arrastado, em correntes, pelas circunstâncias para as lides diurnas e torturado com a visão de felicidades suculentas, que dão sal a esta miserável existência. levo tudo o que posso para me aguentar à noite, porque também o meu coração funciona em contra-ciclo, e eu vou precisar mais de companhia quando estiver mais solitário, o meu cérebro vai explodir em raciocínios impulsionados pelos temas mais vazios. o meu pulso nunca treme, quando não há ninguém para o dobrar. nunca me falta silêncio quando tenho discursos acumulados até ao esófago.
mas acredito no poder da solidão como a minha constante universal privada, e que posso usar como medida de quase todas as coisas que me dizem respeito. tendo assegurado, como assegurei, o regresso a uma bem doseada e revigorante solidão, começo a crer no alívio da carga tormentosa na hora de fazer o que é certo na hora errada.