Mostrando postagens com marcador Godspeed You Black Emperor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Godspeed You Black Emperor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, janeiro 07, 2025

cada som como um grito


"Pela noite adentro com a morte na algibeira
cada homem procura um rio onde dormir,
e com os pés na lua ou num grão de areia
enrola-se no sono que lhe quer fugir.

Cada sonho morre às mãos de outro sonho.
Dez réis de amor foram gastos a esperar.
O céu que nos promete um anjo bêbado
é um colchão sujo num quinto andar."

Eugénio de Andrade, "Nocturno de Lisboa", em "Os Amantes Sem Dinheiro"

sábado, junho 07, 2014

pós-gótico tropical

"I can't say the job made me this way. More like bein' this way made me right for the job. I used to think about it more, but you reach a certain age, you know who you are. Now, I live in a little room out in the country behind a bar... work four nights a week... in between I drink. And there ain't nobody there to stop me. I know who I am. And after all these years, there's a... victory in that."

- Rusty Cohle, em "True Detective"

quinta-feira, novembro 22, 2012

vem para a minha beira
ouvir godspeed comigo
até a grande noite passar




"I said, "Kiss me, you're beautiful..
These are truly the last days"

You grabbed my hand and we fell into it
Like a daydream or a fever

We woke up one morning and fell a little further down
For sure it's the valley of death"

domingo, outubro 18, 2009

loto

"Este funcionamento silencioso, comparável ao de Deus, provoca toda a espécie de conjecturas. Uma abominavelmente insinua que há já séculos que não existe a Companhia e que a sagrada desordem das nossas vidas é puramente hereditária, tradicional; outra julga-a eterna e ensina que perdurará até à última noite, quando o último deus aniquilar o mundo. Outra ainda que declara que a Companhia é omnipotente, mas que só tem influência sobre coisas minúsculas: o piar de uma ave, as cambiantes de penugem e da poeira, os meios sonhos da madrugada. Outra, pela boca de heresiarcas, que nunca existiu nem existirá. Outra, não menos ignominiosa, considera que é indiferente afirmar ou negar a realidade da tenebrosa corporação, porque a Babilónia não é outra coisa senão um infinito jogo de acasos."

retirado de "A Lotaria da Babilónia", de Jorge Luís Borges


(a ouvir: Providence - Godspeed You Black Emperor!)