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terça-feira, maio 21, 2013

10 anos após, aqui estamos nós


"temos a voz e o dom
da multiplicação do pão
vocês são razão de orgulho
da região em que estão"

21/05/2003: o dia em que José Mourinho, Jorge Costa, Baía, Derlei, Deco, Alenitchev, Ricardo Carvalho e companhia provaram ao mundo em geral, e ao Porto em particular que ainda havia muito fuebol para jogar e currículo para acrescentar, ao ainda "clube das Antas"

terça-feira, dezembro 18, 2012

o ano do quase tudo

(04-02-2012: Stepback! @ Altar, Porto)

"É incondicional e é tudo o que existe

(19/02/2012: Sights & Sounds @ Hard Club, Porto)

É aquilo que conheces e o que nunca viste


(30/03/2012: Mark Lanegan Band @ Hard Club, Porto)

Como um bálsamo para o espírito, é regenerável



(18/04/2012: And So I Watch You From Afar @ Plano B, Porto)

Se estou triste bebo da fonte infindável.

(26/05/2012: Limp Bizkit @ Rock In Rio, Lisboa)
E todas as moléculas do meu corpo vibram
(08/06/2012: Shellac @ Optimus Primavera Sound, Porto)

Todas as células do meu ser gritam

(15/07/2012: Radiohead @ Optimus Alive, Oeiras)

De prazer infinito,

(20/07/2012: Baroness @ Milhões de Festa, Barcelos)

E é isto que eu sinto,

(17/08/2012: Ornatos Violeta @ EDP Paredes de Coura)

Vês no meu sorriso

(01/09/2012: A Naifa @ Noites Ritual, Porto)

Quando canto,

(15/09/2012: Filho da Mãe @ Miss OPO, Optimus D'Bandada, Porto)

Quando crio."



(este ano, a barriga musical foi tirada de misérias, refastelou-se e até se deu a luxos de não ir a alguns imperdíveis, só pra manter a velha máxima de que não se pode ir a todas. os concertos não são tudo mas dão o colorido e a alegria que são precisos como nunca. as pessoas e os momentos esses exorcizam demónios, impulsionam a instrospecção, dão sentido, fornecem histórias: das chuvadadas, do europeu do futebol, do carvão das feveras, das concertadas a meio da semana, das primeiras filas, dos abraços emocionados aos artistas. ou não fosse a música amor, e "sem medo, o amor é livre, essencial")

terça-feira, dezembro 11, 2012

Há Dias



"Há dias em que te apetece mandar tudo pelo ar
Há dias em que te apetece desistir de lutar
Há dias em que 'tás cansado demais para continuar
Há anos que 'tamos aqui todos juntos manos"

sexta-feira, agosto 03, 2012

O Jardim



"Vem visitar este canteiro encantado chamado Portugal
que apesar de pequeno, tem cá de tudo.
Tem auto-estima em falta e fervor nacionalista:
Uma das contradições compiladas nesta lista.
Este país não é pra velhos, nem novos.
Há quem diga que é pra corruptos e preguiçosos.
Com uma economia paralela ao mais alto nível,
Recebemos bem, pagar pode ser impossível.
Mas temos praia e sol, jogadores de futebol,
Temos Fátima e fado, temos palavras como o "lol",
Temos dívidas, mas temos submarinos no paiol,
Temos coração mole, mordemos sempre o anzol

Das figuras na TV, shows de realidade,
Cus, mamas e cabeças falantes de qualidade.
Já não devíamos ter algum juízo com esta idade?
Até quando seremos meninos sem maturidade?

É o jardim à beira-mar plantado!
Ainda vivemos no passado!
É o jardim à beira-mar plantado!
Ainda vivemos no passado!

Portugal tá tolo!
Só quer é tinto e bombo,
Quando a equipa falha o golo
É bronco, parte o tasco todo.
Povinho é mesquinho,
Invejoso do vizinho,
Arranca pão do filho
Pa comprar um carro novo.
Assassinos ao volante,
Bebedeira tá no sangue,
Uma veia de azeiteiro
Em cada habitante! Vem
Família emigrante
Dá rambóia da grande,
É o patrão lá na aldeia
Porque é trolha na France!
Desde o tempo antigo,
Num navio busque terra nova,
A nossa frota troca
Sardinha por ganza e coca.
No Continente e Ilhas,
Tudo mil maravilhas,
Esbanja tudo em borga
Quando a Troika estiver a milhas.
Nesta rua, a revolta é uma festa
Compra tudo no estrangeiro
O que é Portuga não presta.
Já dizia o Primeiro que queria o povo mais pobre,
Por nós está tudo bem enquanto houver Super Bock.

É o jardim à beira-mar plantado!
Ainda vivemos no passado!
É o jardim à beira-mar plantado!
Ainda vivemos no passado!
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim...
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim...
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim...
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim...
É o jardim à beira-mar plantado!

Nós os jardineiros, pouco preocupados
Em defender a sério o seu estado.
De modo deliberado, tratado mal,
Está tudo roubado, já
Resta pouco do que foi o Lusitano passado, mano!
Só vejo cactos, faltam flores nos canteiros
Os pátios são feitos para manter o staus quo nos pratos certos
Cai sempre! É o capital à frente, os financeiros interesses,
Que se lixe a gente, que se lixe o povo, que se lixem esses!
Esses proxenetas finos, armados até aos dentes
Com esquemas e alíneas, roubam tanto, tu nem entendes.
Para postar no bar, com fusca ou rusga no lar
Sem tusta pra tares calado a deixares o semeado desabrochar.
Aqui abunda o adubo e mais nada pode abundar.
Já tresanda de há tanto tempo tarem pra nós a cagar.
Imagino um futuro como um deserto no quintal,
Com um sinal, a dizer "Aqui existiu Portugal"!
Ah!

É o jardim à beira-mar plantado!
Ainda vivemos no passado!
É o jardim à beira-mar plantado!
Ainda vivemos no passado!
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim...
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim...
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim...
É o jardim!
Onde a vida vai assim-assim..."