Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens

terça-feira, fevereiro 20, 2018

demasiado boa pessoa

Determinado dia, no quartel da guarda, ao ver um chegar o meu avô, um biltre fardado comentou "vem aí um que é sério demais". O, então, jovem Cardoso estacou, perguntou se a boca era para ele, e face ao emudecimento do artista, vociferou-lhe "não existe ser-se sério demais. ou se é sério, ou não se é sério!"
Em tantos anos de histórias do velho guarda, tinha-me escapado esta sua preciosa lição: como bem responder a um insulto disfarçado de elogio.

sábado, novembro 19, 2011

Matriarca, bastião do carácter que nos une.
Era tua a voz que nos consolava junto ao lume.
Esvaiu-se o fogo, manteve-se a tocha,
Do teu coração de ouro, bruto como uma Rocha.

É o fim desta história, para nós que cá ficamos,
Virgininha de Penas,
Para nós, é uma merda.
Para nós, é o esquartejar das memórias, o saque das lembranças,
e a partida da família que comandaste em tantas direcções quantos pontos cardeais.
Para ti, é um alívio bem merecido.
Tu que viveste e sobreviveste à tua sobre humana força
podes descansar. E já nem a terra importa.
Só aquela daonde podíamos ver o pôr-do-sol.
Adeus.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

A cena toda são eles!

O Cardoso Guarda e a Dona Gracinha, nos tempos de mocidade. A montagem é manhosa mas o sentimento não. Hoje, com 85 e 83, respectivamente, com saúde para dar e vender e a mandar o status da velha escola. Sem dever nada a ninguém e de cabeça bem levantada.