Não sou habitué neste género de rankings. E dada a profusão e diversidade de música que actualmente se ouve, hierarquizar álbuns do ano afigura-se uma tarefa difícil. Por outro lado, é um exercício de memória e de escolha, que tem o seu quê de divertido. (Menos na parte em que percebo que todos os álbuns de 2018 estão invariavelmente condensados nos omniscientes servidores do Spotify).
Olhando às listas de final de ano, que pululam um pouco por todo o lado, não pude evitar o critério de escolher apenas álbuns lançados em 2018, e ouvidos este ano (ouvi-los em 2017 ou 2019 é cientificamente possível na presente data). Mas as escolhas deste ranking, não significa que as considere os melhores lançamentos de 2018, na respectiva ordem. A melomania é um trabalho a tempo inteiro. Tenho quase 100% de certeza de que ao longo dos próximos meses ou anos irei descobrir novos álbuns ou redescobrir um artista a que neste ano não dei particular atenção, e então me fará olhar para esta lista com condescendência e frustração.
Por isso, estas listas nada têm de definitivo ou absoluto. Apenas são uma reflexão sobre a música divulgada este ano, que me deu prazer em estar vivo para a ouvir.
E como em todas as regras, deve haver uma forma de as contornar, incluí um único álbum de 2017 na listagem global, e que, surpreendentemente (sem surpresas) chegou ao top 10. Afinal, se os King Gizzard conseguem a proeza de lançar 5 álbuns em 2017, é só justo que o ábum que lançaram em 31/12/2017 apareça nos rankings do ano seguinte.
Álbuns Internacionais:
1. El Efecto - Memórias do Fogo
2. Gallowstreet - Hot Lava Sex Machine
3. Jungle - For Ever
4. Nils Frahm - All Melody
5. Emma Ruth Rundle - On Dark Horses
6. Jaye Jayle - No Trail And Others Unholy Paths
7. Silva - Brasileiro
8. Uncle Acid And The Deadbeats - Wasteland
9. King Gizzard & The Lizzard Wizard - Gumboot Soup
10. Mac Miller - SWIMMING
Álbuns Nacionais:
1. Conjunto Corona - Santa Rita Lifestyle
2. David Bruno - O Último Tango em Mafamude
3. Nerve - Auto-Sabotagem
4. Astrodome - II
5. Ash Is A Robot - Return Of The Pariah
6. Diabo Na Cruz - Lebre
7. Filho da Mãe - Água-Má
8. Linda Martini - Linda Martini
9. Dead Combo - Odeon Hotel
10. Júlio Pereira - Praça do Comércio
This is prophylaxis, a practiced absence, a safer distance. He is a fine clinician to diagnose this, a sound decision. This is a family practice, it's anesthetic, it's nonreactive. This is a termination, a fine resemblance, but no relation.
Mostrando postagens com marcador El Efecto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador El Efecto. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, dezembro 26, 2018
quarta-feira, março 21, 2018
"Caminhando sobre as brasas dos cadáveres no chão. / Sinta a mente esvaziada, toda dor é uma ilusão."
"Todos dizem que a vida é um palco de teatro, mas poucos são os que ficam obcecados com esta ideia, pelo menos tão precocemente como eu fiquei. Desde os últimos tempos de infância que eu estava firmemente convencido de que assim era e que eu próprio teria um papel a desempenhar nesse palco, sem nunca ser obrigado a revelar o meu verdadeiro eu. (...)
Com algum optimismo, pensava que, terminada a representação, corrido o pano, o público jamais veria o rosto do actor sem maquilhagem. A ideia de que havia de morrer jovem confirmava essa convicção. No decurso dos tempos, porém, esta previsão optimista, melhor dizendo, esta quimera, veio a revelar-se uma cruel decepção."
Yukio Mishima, "Confissões De Uma Máscara"
terça-feira, março 06, 2018
a hard rain's a-gonna fall
"Eu vi a luz do rei
Eu vivia a lustrar a espada do rei
A espada do rei, do fio afiado, que fere o escravo, o servo e o plebeu
Que são meus irmãos, que sou eu
Pra cada tronco um machado
Bem-vinda revolta cresce
Se quem bate mal se lembra
Quem apanha nunca esquece"
terça-feira, fevereiro 20, 2018
demasiado boa pessoa
Determinado dia, no quartel da guarda, ao ver um chegar o meu avô, um biltre fardado comentou "vem aí um que é sério demais". O, então, jovem Cardoso estacou, perguntou se a boca era para ele, e face ao emudecimento do artista, vociferou-lhe "não existe ser-se sério demais. ou se é sério, ou não se é sério!"
Em tantos anos de histórias do velho guarda, tinha-me escapado esta sua preciosa lição: como bem responder a um insulto disfarçado de elogio.
segunda-feira, abril 04, 2016
os caveira todo de preto
«A peixeira já luzia quando o gringo intercedeu:
“- Perdoem a grosseria desse empregado meu
Sou homem civilizado, não gosto de violência
Trago papel assinado, prezo pela transparência
A terra é, de fato, minha. O governo fez leilão
Eu que dei o maior lance, ganhei a licitação
Não sou nenhum trapaceiro, o que é meu é de direito
Mas como bom cavalheiro lhes proponho um outro jeito…”
Chamou Lampião na chincha, prum papo particular
Uma proposta de ouro difícil de recusar:
“- Vou ganhar muito dinheiro com um novo agronegócio
Emprego teu bando inteiro e ainda te chamo pra ser sócio.”
“- Tu pode comprar São Paulo e o Rio de Janeiro
Foto em capa de revista por causa do seu dinheiro
Ter obra no mundo inteiro, petróleo, mineração
Mas aqui nesse pedaço, quem manda é o rei do cangaço…
VIRGULINO LAMPIÃO!”»
Assinar:
Postagens (Atom)