Poucos gritaram "anos 80" com a rouquidão perfeita da querida Bonnie. Os clássicos são para sempre, é certo, mas a extravagância das luzes de outrora, vão-se esbatendo. Os cabelos do metal abrem lugar à calvície, as cores berrantes dos néons dão lugar a píxeis minimais, as vozes calam-se, e até as festas temáticas deixam de ser vendáveis. Os 80 deixaram de ser há 20 anos, e a sua magia é esmagada pela memória entre os cartoonescos psicadelismo dos 70 e a revolta-do-fim-da-história dos 90. Mesmo que "coisas estranhas" combatam o esquecimento, com maior ou menor eficácia.
Se estamos condenados a esquecermo-nos (e estamos), que nos salve o herói de quem a Bonnie tanto dizia precisarmos em tempos de apuro.
Se estamos condenados a esquecermo-nos (e estamos), que nos salve o herói de quem a Bonnie tanto dizia precisarmos em tempos de apuro.