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sábado, abril 23, 2011

não deixes de acreditar

"sessões de grupo
sentimentos em bruto
desde puto fizeram-nos crescer neste meio em absoluto
esta merda, mano, fez-me acordar para a vida
como um puto de 14 perdido sem rumo, á deriva
nascemos para isto
já me mentalizei disso
faço aquilo que gosto
tenha ou não tenha guito
não quero ser escravo
num Estado desiquilibrado
a felicidade é crucial
no dia-a-dia pra ser posta de lado
coca-cola, sumol são gostos supostos
num dia aplaudem noutro furam-te os bolsos
porque a miséria, não escolhe caras nem corações
sexos opostos raças ou defirentes religiões
somos a voz dos que não podem falar
encarcerados na luta
não deixes de acreditar

sem música não há vida
sem vontade não se realiza
e dás por ti desiquilibrado, levado ao sabor da brisa"

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

BDAP

"Brigada Digital Anti-Plágio (câmbio! câmbio!)
Estabelecemos o contacto
Comunico: vamos dar estrondo no cenário
há parasitas no contágio (É mau presságio!)

Bota shake, é a Brigada Digital Anti-Plágio...
isto não é Hip Hop do ginásio
Trago vocábulos para mentecaptos,
como mata-ratos, contamino ouvintes desmamados
Destacados para lançar o desafio a vedetas sem estilo,
extinguimos megalomaníacos
Despejo versos como lixo informático,
trolhas convencidos já chegam no estrelato
Inspector Mórbido a furar palhaços,
coloquem os capacetes, cuidado com os estilhaços, tansos
Nem que venha o sustenta com água benta,
falsos profetas enrabados à nascença
Não faças filmes, sabemos que nos roubas a receita,
Vi a estreia da tua mãe no Sá da Bandeira

É escusado sabotarem o nosso engenho explosivo,
cortaste o fio errado, adeus fedelho
Provoco fendas no cenário que inventas,
procura ser original ou levas nas bentas

Fazem peito no palco, expressão de monstro,
mas quando entramos só vejo MC's de baloiço
Assumam o nosso brilho, o nosso estilo, ecoponto,
crimes vão directos para o lixo.
Desvio falsos quando reinvento parâmetros,
acesso restrito a mitras e outros tantos.



Brigada Digital Anti-Plágio (câmbio! câmbio!)
Estabelecemos o contacto
Comunico: vamos dar estrondo no cenário
há parasitas no contágio (É mau presságio!)

Considero-me um cantor de música épica,
para brancos, negros e para seres de outro planeta
Eu sou de carne e osso, moço, tu és pele sintética,
és repetitivo como a playlist da Nova Era.

Observa o desempenho, é Dealema na frequência,
a foder o vosso tempo de antena.
Brigada Digital Anti-Plágio a minar a rádio,
lambe-me o filho da puta do vergalho!

"H.I.Vedeta", lembram-se do tema?
grande cena, mas não perceberam peta.
É o repto que lançamos aos que tão por perto,
pânico na rua, é "Dealema Em Estado Bruto"
Expressões importadas, moço, também sei, vê se esta cola,
pego no micker e fodo-te a tola

Copycat's querem dar show como os Globe Trotters
Birin-birn... já venho do tempo do Buck Rogers



Microfones, dou choque nas mãos de betos,
ou bimbos ou putas com nha-nha nos queixos
Nunca subestimes o que não conheces,
nunca imagines o que não entendes, moço, vê se aprendes

Esta merda arrebenta-te a mona, rouba-te a sombra,
não te dou a paz porque pintei a última pomba
Câmbio, câmbio, peço assistência,
evacuação de ignorantes pela porta de emergência!

Brigada Digital Anti-Plágio (câmbio, câmbio)
Estabelecemos o contacto
Comunico: vamos dar estrondo no cenário
há parasitas no contágio (É mau presságio)

Brigada Digital Ani-Plágio!"

terça-feira, setembro 01, 2009

a cena toda

"Vocês são a razão principal
Pela qual
Batalhamos diariamente
Porque atrás vem sempre gente
Do litoral ao interior
Vamos a todo o vapor
Não poupamos em esforços para partilhar o valor
Entre B-Boys e MC's
Writers e DJ's
Latas e vinyls
Canetas gastas e rascunhos de papeis
Nós mantemo-nos fiéis desde 96
Incentivando putos como mandam as leis
Mano sei que nos sentes tambem te sentimos por perto
Vemos em ti o reflexo imenso deste projecto
Nós somos tantos
E ao mesmo tempo tão poucos
Porque ainda há quem insista fazer menos e ser mais que os outros
É fodido enfrentar este fogo agressivo
Se não fosses tu, decerto não estaria vivo
Podes contar comigo tamos juntos nesta guerra
Na paz, e na alegria e na tristeza
É uma merda
Porque Deus quando parte
É para todos igual
Não cabe a homem nenhum
Decidir o nosso final
Vamos em frente
Rumo ao sol nascente
Em busca de boa gente
Antes que o cinzento na cidade se torne permanente
Quem nos tentar dividir não deve tar consciente
Das graves consequências que isso acarreta para a mente
Nós construímos o futuro no presente
Dealema está de volta com a mesma cara de sempre"


- Dealema