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sexta-feira, janeiro 13, 2012

A Fonte

"(Eu sou) O quinto anjo.. fusão
Monstro megacéfalo, com fome de som
Poeta encapuçado, vocábulo envenenado
Uma alucinação visual e acústica do diabo.
(Eu sou) Hipocentro que te abala por dentro
A sensação de choque que percorre o teu esqueleto
O meu fetiche pelo terror martela-me o cérebro
Desci à terra porque Cristo tem fobia de pregos.
(Eu sou) Alinhamento perfeito fora de ângulo
Vândalo quando canto, sonâmbulo quando ando
Manipulo o músculo verbáculo
Como um testículo ejaculo alfabeto diabólico para o óvulo
Tentáculos incrédulos especulam o meu cálculo
Não atingem o meu pináculo mental nem a binóculo
Terráqueo sem vínculo, do berço até ao túmulo
Engole o fogo do meu íntimo.. Inspector Mórbido.

A FONTE, A DÁDIVA, O ÓDIO, O AMOR
A SOLIDÃO, A DOR, GUERREIRO GENIAL

A LUZ, O MEDO, A ILUSÃO AO SONHO

DO BERÇO AO TÚMULO SOU ESPECIAL!"

sábado, janeiro 07, 2012

Ainda há esperança



"Eu vejo a nova geração levar o tempo em vão
Uma nação liderada para a escuridão
Eu vejo no futuro mano uma abominação
No novo nascimento nasce a luz para a salvação
Coração é o abrigo que aquece a solidão
Não dês um "passo-bem" a uma criança sem mão
A indiferença, escravidão da nova educação
O egoísmo conta flores no jardim da maldição
Filhos que mendigam por afecto,
Pais não têm tempo, tempo muda para amanhã
O céu coberto, um gesto, um sorriso, um choro, uma palavra
Um cheiro, um sonho, uma infância abençoada
A inocência de uma lágrima evapora
A ferrugem que corrompe a mente humana é desumana
Ainda vamos a tempo, este é o hino
Um minuto de atenção pode mudar um destino

Ainda há esperança na última criança
Na sua herança mora a boa aventurança
Ao futuro da raça o ódio é uma ameaça
O amor é a chama, a hora é de mudança."

terça-feira, setembro 20, 2011

em estado bruto

"Cavamos fundo no coração em busca das rimas reais, as superficiais são extraídas
Está de volta a comitiva emblemática, a nossa clique é dealemática
Gajos vão para os jornais dizer eu sou demais, faço e aconteço, moço tu és um fracasso
Mentes porque no fundo tu és um frustrado por não seres o que realmente tens mostrado
Tomaste-nos por trastes como tu, tu tens a alma no cu, queimaste-te, catástrofe!
Início do Juízo final, as massas em Fátima avistam a nave espacial
Atenção, invasão dos extra-dealemestres, teste 1,2,1,2 terrestres:
Vocês tão em vias de extinção, seres humanos como animais racionais de estimação
Ex-peão infiltrado, Fusão mau contacto, o mercado já foi esmagado. Câmbio.

Saímos das criptas com visões apocalípticas, trazemos o machado que decepa as mente cépticas
As nossas vidas não são movidas por cifras, temos um objectivo: eliminar ervas daninhas
Super-heróis urbanos neste tempos mundanos, cercamos em pentágono não há fuga pelos flancos
Sem subterfúgios, esconderijos ou saídas, falsos cometem arakiri como virgens suicidas
Quando criticas não é uma banda ou um artista, é todo um movimento que te tem debaixo de mira
Dealema é a omnipotência de resistência, com residência vitalícia na vossa essência
Encarcerados no teu subconsciente, permanentemente a dar a face na linha da frente
Somos o toque da corneta que anuncia o ataque, o golpe da baioneta na frente de combate.

As pílulas de estado de espírito podem ser perigosas numa crise há um aviso no frasco
Em letra miúda não ingerir em situações potenciais de risco.tava só a ler um livro!
Mais uma obra dealemática, viemos liquidar falsos génios com hip hop lacrimogéneo
Soberbo, música de guerra é um passatempo, o êxtase é tanto que brincamos com relâmpagos
Tortura, ripostar é um acto de loucura,
vão pró caralho betos já se julgam homens de rua
Caçadores sem rosto com fome de lobo, o vosso projecto é como um bebé que nasce morto
Profetas de sangue frio, inquisição, pernas abertas em posição de violação
À velocidade de um pensamento não há arrependimento, tu baixas a cabeça isto é música de enterro.

Isto é música de enterro não existe arrependimento, viajamos à velocidade do tempo
Interrompemos este tempo de antena pra notificar que por estas bandas tudo continua na mesma
Cinco no recinto virando barcos como tinto, fechando tascos em compassos, sócios gritam tá limpo
De corpo e alma sem veneno, dealemático e sereno, em beats e versos 4 por 4 todo-o-terreno
Se a gera excede a regra mantém-se firme como pedra
Ao contrário de quem abre a boca, é para entrar mosca ou sair merda
Nós construímos um futuro mais próspero, queimáste rapidamente cabeça de fósforo
Falas muito do meio e nada fizeste por ti, há merdas neste mundo que até o diabo se ri
Não encenamos peças, não vamos em conversas
Nem cremos em promessas, vê se dispersas."

sábado, abril 23, 2011

não deixes de acreditar

"sessões de grupo
sentimentos em bruto
desde puto fizeram-nos crescer neste meio em absoluto
esta merda, mano, fez-me acordar para a vida
como um puto de 14 perdido sem rumo, á deriva
nascemos para isto
já me mentalizei disso
faço aquilo que gosto
tenha ou não tenha guito
não quero ser escravo
num Estado desiquilibrado
a felicidade é crucial
no dia-a-dia pra ser posta de lado
coca-cola, sumol são gostos supostos
num dia aplaudem noutro furam-te os bolsos
porque a miséria, não escolhe caras nem corações
sexos opostos raças ou defirentes religiões
somos a voz dos que não podem falar
encarcerados na luta
não deixes de acreditar

sem música não há vida
sem vontade não se realiza
e dás por ti desiquilibrado, levado ao sabor da brisa"

sábado, fevereiro 19, 2011

metamorfose

"Concentro-me, elevo-me
ao extremo
o tempo leva-me.
Desafio o ritmo
com o ritual entrego-me.
Dentro dominaste a tempestade
e persegue-me
Escapo-me!
Metamorfose e som na sub-pele."

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

"No labirinto abro-te o trinco da porta para a liberdade
Lanço-te o ultimato: mergulha na felicidade
Altero a realidade como o brilho do rio dourado

Pelas ruas da cidade vadio como o nosso fado
Não desistimos! traçamos o nosso destino
Singramos o talento não é mais clandestino
Bófiafobia, asfixia na selva citadina
Toco-te no coração, dou-te a chave da saída
Energia curativa pra anatomia no espirito.

Pros infiéis: Alta tensão.
É o conflito em rota de coalizão que não podem deter
É Dealema mano, doa a quem doer .
Directamente do submundo é o regresso do expresso
Brigada digital anti-plágio no verso
Voces são a cena toda já prestamos tributo
Ninguém teme! Roka forte, DLM em estado bruto."


- Dealema

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

BDAP

"Brigada Digital Anti-Plágio (câmbio! câmbio!)
Estabelecemos o contacto
Comunico: vamos dar estrondo no cenário
há parasitas no contágio (É mau presságio!)

Bota shake, é a Brigada Digital Anti-Plágio...
isto não é Hip Hop do ginásio
Trago vocábulos para mentecaptos,
como mata-ratos, contamino ouvintes desmamados
Destacados para lançar o desafio a vedetas sem estilo,
extinguimos megalomaníacos
Despejo versos como lixo informático,
trolhas convencidos já chegam no estrelato
Inspector Mórbido a furar palhaços,
coloquem os capacetes, cuidado com os estilhaços, tansos
Nem que venha o sustenta com água benta,
falsos profetas enrabados à nascença
Não faças filmes, sabemos que nos roubas a receita,
Vi a estreia da tua mãe no Sá da Bandeira

É escusado sabotarem o nosso engenho explosivo,
cortaste o fio errado, adeus fedelho
Provoco fendas no cenário que inventas,
procura ser original ou levas nas bentas

Fazem peito no palco, expressão de monstro,
mas quando entramos só vejo MC's de baloiço
Assumam o nosso brilho, o nosso estilo, ecoponto,
crimes vão directos para o lixo.
Desvio falsos quando reinvento parâmetros,
acesso restrito a mitras e outros tantos.



Brigada Digital Anti-Plágio (câmbio! câmbio!)
Estabelecemos o contacto
Comunico: vamos dar estrondo no cenário
há parasitas no contágio (É mau presságio!)

Considero-me um cantor de música épica,
para brancos, negros e para seres de outro planeta
Eu sou de carne e osso, moço, tu és pele sintética,
és repetitivo como a playlist da Nova Era.

Observa o desempenho, é Dealema na frequência,
a foder o vosso tempo de antena.
Brigada Digital Anti-Plágio a minar a rádio,
lambe-me o filho da puta do vergalho!

"H.I.Vedeta", lembram-se do tema?
grande cena, mas não perceberam peta.
É o repto que lançamos aos que tão por perto,
pânico na rua, é "Dealema Em Estado Bruto"
Expressões importadas, moço, também sei, vê se esta cola,
pego no micker e fodo-te a tola

Copycat's querem dar show como os Globe Trotters
Birin-birn... já venho do tempo do Buck Rogers



Microfones, dou choque nas mãos de betos,
ou bimbos ou putas com nha-nha nos queixos
Nunca subestimes o que não conheces,
nunca imagines o que não entendes, moço, vê se aprendes

Esta merda arrebenta-te a mona, rouba-te a sombra,
não te dou a paz porque pintei a última pomba
Câmbio, câmbio, peço assistência,
evacuação de ignorantes pela porta de emergência!

Brigada Digital Anti-Plágio (câmbio, câmbio)
Estabelecemos o contacto
Comunico: vamos dar estrondo no cenário
há parasitas no contágio (É mau presságio)

Brigada Digital Ani-Plágio!"

sexta-feira, janeiro 21, 2011

"Eu não me esqueci
de onde vim,
para onde vou,
com quem estive,
com quem estou,
de quem fui,
de quem sou.
Nada mudou
desde o dia em que tudo começou."

- Dealema

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Arte de Viver



"Ás vezes sinto medo e desgosto ao mesmo tempo
Porque o sentimento da velha escola se evapora com o tempo
Antevejo dias negros mas cada dia é um novo dia em que nascemos por dentro."



quinta-feira, dezembro 30, 2010

Quando o amor se torna veneno

"O bem, o mal, a vida, a morte, amor, veneno...

Acordei, lavei a cara e olhei-me ao espelho
O tempo parou, mas eu por fora estou mais velho
E por dentro respiro fundo, deixo-me ir ao fundo
Conto pelos dedos as noites que já não durmo
Diz-me porquê tens tanta raiva por dentro
Converterei o teu ódio no mais profundo sentimento
Levarei os teus olhos a visitarem o meu interior
Dar-te-ei tudo o que tenho, em troca do teu amor
O calor e o reconforto do teu corpo que aquece o meu
Que com os anos vai parecendo morto
E a inocência desvaneceu-se no bater dos ponteiros
do relógio
Pergunto-me a mim próprio
Guerra santa, fome tanta, religião profana
Não vês que o rumo da vida muda constantemente
Depende da opção tomada
Sê Homem e sofre as consequências dos teus actos
Ser-te-ão pagos na mesma moeda
Tudo aquilo que nos desejas terás o triplo dessa
merda
Seja amor ou seja inveja
Afogam-se mágoas em canecas de cerveja
Situação ridícula, a vida é uma película
E nós os actores principais
E quando alguém morre não há duplos, são mortes
reais
Nunca mais voltará a ser como era
A não ser os corações que continuarão a ser de
pedra
A não ser as pessoas que continuarão a ser
hipócritas
E quando nada tiveres todos te voltarão as costas
Mas na solidão encontrarás a consciência
Procura dentro de ti porque cada um vai por si

Quando o amor se torna veneno e a vida muda
Mas as impurezas purificam-se com chuva
São mágoas afogadas em águas passadas
Pessoas íntimas tornam-se inimigas
E o vento leva a memória das nossas vidas
Como folhas já castanhas, que o sol ilumina
As nossas almas, só mais uns dias
Dias quentes são noites frias.

Será que estás satisfeito com a vida que vives?
Olha para dentro um momento e quebra limites
Pessoas felizes voam como pássaros livres
Momentos alegres fazem esquecer cicatrizes
Das punhaladas nas costas daqueles de quem mais
gostas
Da língua perversa que faz de ti assunto de
conversa
Cuidado com a inveja e os efeitos nefastos
Sobre quem a venera e manifesta
Apresenta perdão ao teu irmão, de pomba branca na
mão
Esquece o ego, cego, que enlouquece
E quando um rude golpe na alma a fizer rebentar
Quando já não tiveres mais lágrimas para chorar
O Amor cura, nunca caduca, o ódio fere
Existe a justiça solene, que resiste numa folha
perene
Que não desiste, que persiste, enquanto não alcances
não descanses
Pois nada será como dantes
Depois de buscas incessantes levaremos avante
O nosso barco a bom porto
Com o nosso suor, com o nosso sangue, o nosso povo
sairá triunfante
Não existe diferença entre carvão e diamante
Tudo aparece no tempo certo, Deus nunca esquece o
seu projecto
Sempre dará alimento, o universo conspira se for bom
o investimento

Se o fim for altruísta a meta estará à vista, quem
não arrisca, não petisca
Agora o egoísta que desista, nem insista à nossa vista
Se o fim se justificar o meio vai-se proporcionar
Pode demorar, pode desvanecer, mas nunca vai morrer
Nunca digas nunca, pois quando sem dificuldade se
vence sem prazer se triunfa
Percebes?! É simples: faz as tuas preces, pedes e
verás que recebes
Mas com calma, porque uma vez não são vezes
Não dês com a língua nos dentes antes de fazeres o
que queres
Gastas energia com palavras e é só nos actos que
perdes

As impurezas purificam-se com chuva
São mágoas afogadas em águas passadas
Pessoas íntimas tornam-se inimigas
E o vento leva a memória das nossas vidas
Como folhas já castanhas, que o sol ilumina
As nossas almas, só mais uns dias
Dias quentes são noites frias

Amor, veneno, um sentimento extremo
O maior pesadelo é acordar todos os dias como se
fosse o mesmo
O medo faz-nos perder o horizonte dos nossos sonhos
Imbuído na dor tens de encontrar
Algo que verdadeiramente possas amar
Talvez um ritmo, talvez uma flor, talvez um filho
Talvez um sítio, uma sinfonia de violinos ou
simplesmente o brilho da lua no rio
Envenenado, sai purificado da montanha
A brilhar como o azevinho, como o orvalho da
madrugada
Sentimentos puros que se soltam
Como as últimas folhas de Outono levadas pelo vento
Mas elas voltam para te fazer brilhar na aurora da
história
Porque como cristais, os cisnes ainda permanecem
imaculados nos lábios da memória
Então aprendi, vivi o dia como se fosse o último
Senti a chuva como se fosse a última
Beijei a mulher como se fosse a única
O sofrimento numa guitarra, em dedilhado o nosso
fado
Faz chorar as pedras da calçada
A caminho de casa, um sentimento triste invade as
nossas almas

Pela falsidade envenenadas
Mas a verdade esconde-se por detrás das máscaras
A verdade esconde-se por trás das músicas
A verdade esconde-se por trás das túnicas
Que cobrem a face de belas escravas asiáticas
A beleza de poesias leva-te às falésias místicas
Onde o brilho do Atlântico revela as vistas
paradisíacas
E onde o espírito da luz se move sobre a face das
águas límpidas
Respiro sons profundos
Envolvidos por bolhas de ar que libertadas de seres
aquáticos
Elas sobem à tona e emergem enviadas dos mais
complexos aquários
E nós não contemplamos, todos esperamos
Pelo dia em que a terra prometida vem
Pelo dia em que a paz vem
Mas isso é algo que vem todos os dias
Quando a lua nasce e quando o sol se põe

Quando o amor se torna veneno e a vida muda
Mas as impurezas purificam-se com chuva
São mágoas afogadas em águas passadas
Pessoas íntimas tornam-se inimigas
E o vento leva a memória das nossas vidas
Como folhas já castanhas, que o sol ilumina
As nossas almas, só mais uns dias
Dias quentes são noites frias

Real ou não real
Sentido e fatal, ao mesmo tempo
Amor, veneno, veneno, amor, veneno
É difícil ser lembrado mas é fácil ser esquecido
Amigo, inimigo, escondido o genocídio
O quinto elemento será a salvação das massas
Nas mãos erradas é uma faca com duas lâminas
Celibato mental contacto ou fenómeno psíquico
Mas a verdade é que ninguém sabe explicá-lo
Amor por vezes é comido pelo veneno
Onde um beijo se pode tornar no cunnilingus ou um
demónio
No Ódio, o homem esconde mil e uma facetas
Umas dentro de outras, como bonecas holandesas
Mau karma, confiança, amor, desconfiança
Sentimentos platónicos divididos como castas
O que separa o amor do medo
Violência debaixo do mesmo tecto sobre a barreira do
silêncio
Dedico estes versículos a todos filhos da puta sem
testículos
Que transformam lágrimas de mulheres em gritos
Quando o amor se torna veneno a vida muda
E a semente do ódio é regada pela chuva

O amor parte de nós
Temos que começar a reflectir naquilo que damos
A reflectir naquilo que tiramos
E o nosso sonho...
O nosso sonho somos nós que o fazemos
A cada hora que passa
A cada dia que passa
É algo que pode estar presente
Em nós, a cada momento
Guardamos ressentimentos e ódio no nosso coração
Mas até mudarmos por dentro
Toda a gente na tua vida
Toda a gente na nossa vida
Há-de ir e há-de vir como o vento

A princesa das neves mais brancas
Também cria as nuvens mais cinzentas
E é ela que cria as tempestades mais frias e
gélidas
Quando o amor se torna veneno
A vida muda.."


- Dealema

sexta-feira, setembro 10, 2010

"Garrote na cabeça tipo Rambo
Trabalhava para o Drácula no contrabando
Quim, tio maluco, o ressacado
Desaparecia com tudo, chamavam-lhe o mágico
O quarto cheio de drunfos e garrafas de cerveja
Bonecos dos estrunfes e caixa de esmolas da igreja
Em tempos tinha sido Rockeiro
Agora rocka forte a fugir dos ninjas o dia inteiro!"

- Dealema

segunda-feira, agosto 30, 2010

Causa Perdia pt. 2

"O mundo é destruído, em direcção ao abismo.
Entra na fila, alista-te à causa perdida.
Está na hora da revelação,
Corvos largam páginas do Apocalipse de S. João.
Canibalismo incentiva à perseguição,
A Humanidade é faminta, mastiga-me o coração.
Com o símbolo do Homem cravado na testa,
Carregam escrituras à procura da Besta.
As asas de uma ave ainda batem no petróleo
Olha o sol a engolir o último fôlego.
A voz de uma criança ainda chora após a morte
Ainda canta numa igreja destruída na Guerra Santa.
O tempo é um brinquedo de bruxedo,
Brincam com o futuro e limpam lágrimas de medo.
Vivemos numa galeria de hipocrisia,
Aquecimento global, somos estátuas de gelo.

Ele caminha entre chamas e telhados abatidos.
Não olhar à esperança de sairmos deste Inferno vivos.
Na causa daria a sua vida pelo próximo.
Soam as sirenes no quartel: herói anónimo!
O único, no último piso de um edifício,
Uma criança nos braços foi necessidade de sacrifício.
O corpo marcado por queimaduras tatuadas,
Acorda de noite sufocado pelas chamas do passado.
Um fardo pesado, é um fado embebido em mágoa.
Muitos partiram antes da primeira linha de água.
Quantos voluntários no exercício da função
Ceifados deste mundo pelas chamas da escuridão.
Jovens adolescentes, bravos combatentes.
Saudade e coragem no seio dos seus parentes.
Soldado da paz, audaz anjo na terra,
Parque da cidade em direcção ao pico da serra!

Contra tudo e contra todos,
Contra ventos e marés,
Lutas na causa perdida,
Sem saberem quem tu és.

Convicto percorro o meu caminho com fé.
Na causa daria a sua vida pelo próximo.
Convicto percorro o meu caminho com fé.
Sou guerreiro.
Herói anónimo!

Contra tudo e contra todos,
Contra ventos e marés,
Lutas na causa perdida,
Sem saberem quem tu és!"


- Dealema

domingo, julho 18, 2010

Causa Perdida (pt.1)

"Tinha uma das mãos na arma,
A outra na cabeça,
Decidiu abandonar
A sua própria existência.
Tantos anos de luta, labuta,
Anti-depressivos na gaveta.
Em cima de uma pilha de livros
Resignado, sem nenhuma dignidade,
Num quarto degradado
Na baixa da cidade.
Poeta visionário com rima sublime,
O seu pai tinha sido assassinado
Pelo Regime.
Acende um cigarro, sentado.
Ex-combatente no braço tatuado
E pensa "já não vale a pena lutar"
Relembra num poema a sua mãe a olhar
No vazio, dois filhos para criar,
A chorar o seu amor que não iria voltar.
Mas a realidade voltou.
A dor apertou
O coração e foi aí que o gatilho soltou
O som...

Chamei-me teimoso, obstinado, persistente.
Caio e levanto-me, obcecado, resistente.
Sinto um certo magnetismo pelo abismo.
Cerro os punhos, lanço golpes de exorcismo.
Os demónios interiores permanecem vivos,
Tenho que os manter latentes, adormecidos.
Continuo suspenso na ponte do rio sem margens,
Com visões de um futuro passado em miragens.
Param os relógios, o chão desaba a meus pés,
Glaciais degelam, sobem as marés.
Convicto percorro o meu caminho com fé.
Apesar das vozes que sussurram "Desiste mas é!"
As multidões rezam a S. Judas Tadeu.
Eu movo dimensões quando venço o céu bréu.
Trespassado por mil sabres no momento derradeiro.
Estarei de cabeça erguida, sou guerreiro.

Contra tudo e contra todos,
Contra ventos e marés,
Lutas na causa perdida
Sem saberem quem tu és."


- Dealema

sábado, junho 26, 2010

Porto

o porto é uma lição e a vida é uma saudade. cercaram-nos com rolhas da américo amorim e que remédio!, eu sucumbi. passaram-nos certidões de óbito, tantas, mas tantas vezes, e eu só dizia "sou guerreiro, sou guerreiro, não me matem que sou guerreiro e não fui talhado para morrer!". de que valeu? fotos bonitas para mostrar aos netos, pelas mãos das nossas viúvas. ficam todos mais felizes assim! então não é bom de ver? ficam todos mais felizes assim: mortos. o meu norte foi um desnorte, o deles foi uma vitória. porque o progresso não se combate!: gritavam eles do lado de lá da barricada. então matem-nos de vez. engonhar para manchar o nosso manchado nome mais tarde na praça pública com laivos de marquês? não somos os vossos távoras, meus cabrões. nós temos uma palavra a dizer. uma tão grave, tão grave que não vai interessar para nada nem a ninguém. é essa a palavra que esperam de nós o: rendo-me. o: não quero saber. o: quero que vocês se fodam. então qual é o caminho que a fortuna nos reservou para a vitória? não está este cerco perdido à partida? vencido por vós? eu deixei a minha casa ás moscas para vir combater esta batalha que não era minha! esta batalha que não me dizia nada!
fodam-se.
porque eu vou continuar a dizer "sou guerreiro."
"seja neste ou noutro século."

terça-feira, setembro 01, 2009

a cena toda

"Vocês são a razão principal
Pela qual
Batalhamos diariamente
Porque atrás vem sempre gente
Do litoral ao interior
Vamos a todo o vapor
Não poupamos em esforços para partilhar o valor
Entre B-Boys e MC's
Writers e DJ's
Latas e vinyls
Canetas gastas e rascunhos de papeis
Nós mantemo-nos fiéis desde 96
Incentivando putos como mandam as leis
Mano sei que nos sentes tambem te sentimos por perto
Vemos em ti o reflexo imenso deste projecto
Nós somos tantos
E ao mesmo tempo tão poucos
Porque ainda há quem insista fazer menos e ser mais que os outros
É fodido enfrentar este fogo agressivo
Se não fosses tu, decerto não estaria vivo
Podes contar comigo tamos juntos nesta guerra
Na paz, e na alegria e na tristeza
É uma merda
Porque Deus quando parte
É para todos igual
Não cabe a homem nenhum
Decidir o nosso final
Vamos em frente
Rumo ao sol nascente
Em busca de boa gente
Antes que o cinzento na cidade se torne permanente
Quem nos tentar dividir não deve tar consciente
Das graves consequências que isso acarreta para a mente
Nós construímos o futuro no presente
Dealema está de volta com a mesma cara de sempre"


- Dealema