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quarta-feira, agosto 12, 2015

IGNITION 2015: "ESTAVA ESCRITO NOS ASTROS / O ENCONTRO DOS SÁBIOS"


Ao longo dos anos tenho-me servido deste espaço para divulgar as edições do Ignition, festival da minha terra organizado pela Câmara Municipal de Penafiel e por uns amigos meus. Desde 2006 que ano após ano, este festival foi aumentando a ambição e a intensidade. Nunca se assumiu como super-estrela, mas como um raçudo duro de roer. Em 2006 os cabeças-de-cartaz eram os D3ö e os Orangotang. Em 2010 eram os The Computers, os Robot Orchestra e os Maybeshewill, que agora andam por festivais de "elite" mundo fora. Enquanto durou, o Ignition encheu-me as medidas e a das pessoas da minha geração. Na altura não havia Valada, Sonicblast, Amplifest, Indie, D'bandada, e só um muito pequeno Milhões de Festa. Havia portanto um nicho na oferta cultural por preencher, e uma vontade de ferro de o ocupar todinho.
Depois veio 2011 e a crise. Os tempos deixaram de estar para brincadeiras, o país gastou os últimos trocos nos esquis para vir por ali abaixo. 5 anos depois da última edição, no seu já mítico formato Rock 'n' Rally, o Ignition voltou a fazer peito, disposto a pedir pulsos no braço de ferro com os melhores. Eu embarquei a bordo da nave da Cosmonaut para esta aventura inenarrável de fazer o Ignition acontecer fosse no mato, fosse na Lua. Ficamo-nos por Novelas.

Do estaleiro nas oficinas da Câmara Municipal de Penafiel, saiu o trabalho dos alunos do INDA, do bacherelato em design e arquitectura da Universidade de Chulalongkorn em Banguecoque que havia de ser o Palco Pop-Up, itinerante na cidade de Penafiel a dar concertos de graça de L, Big Red Panda, The Sunflowers, e 10.000 Russos.
Como um workshop nunca vem só, seguem-se em Agosto os Laboratórios Ignition a cargo de Nuno Pimenta, La Fresquera, fPoetics, Epiforma e Zé Burnay, a abrir o festival à comunidade para construir e desenhar o festival a que os próprios vão. Nunca um compromisso tão grande foi oferecido a troco de tão pouco.
Mas eis que o cartaz fecha, e para todos os efeitos é dum cartaz de música que se trata. Brontide, Toundra, Girl Band, The Octopus Project, Vision Fortune, Suum Cuique, Sudakistan, Turzi, Lukid, Killimanjaro, Equations, Filho da Mãe, Catacombe, El Páramo, The Japanese Girl, Desligado, Twisted Freak, Maga, Jesse, OroborO, Frank Nefasto, e Equipo Atómico Maradona Megamix. Poder juntar em 3 dias de Setembro nomes que há muitos anos quero ver ao vivo é dum prazer sem limites. Prazer que rebenta a escala ao receber feedback positivo de fãs de música espalhados por esse Portugal fora com a mesma fome de concertos únicos em sitios únicos que eu e os meus temos. As noites sem dormir vão valer a pena, e o nome de Penafiel a circular no mundo da música vai ter a melhor das razões de ser.
Esperamos o embarque dos demais Cosmonautas. Cabem todas na nossa nave de madeira.

Dias 11, 12 e 13 de Setembro - Quinta de Carrazedo, Penafiel.
Bilhetes de 3 dias a € 10,00 até 15 de Agosto e a € 15,00 partir dessa data.
Bilhetes diários a € 7,50.

Site: http://www.ignitionfest.pt/
Facebook: https://www.facebook.com/ignitionfest
Instagram: https://instagram.com/ignitionfestpt/
Youtube: https://www.youtube.com/c/IgnitionfestPttv
Bilhetes: http://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/28473-ignition_penafiel_2015-ignition

sábado, julho 11, 2015

dinner in hell for two.


"Once I’m dead, I won’t even be able to remember you. So I’ll win, no matter what. I’ll live, no matter what!"

- "Attack On Titan"


quarta-feira, setembro 11, 2013

rimas que não rimam com nada

a tiragem do imperial pasquim desbobinava, acelerado!, largas primeiras páginas A3. eu, estava recortado, impaciente contra o vento e o sol poente do fim do verão, à espera das notícias. o coração ansiava por um cigarro, mas a razão, a decrépita e rabugenta razão, aconselhava a meter as mãos nos bolsos, contar as moedas, e aguardar o tranformar do mundo todo, ou a sua viragem no sentido da minha inspiração. atrás de mim, uma audiência onde a razão se discutiria mas argumentaria o coração, tardava, não se realizaria, eu já sabia. ficaria tudo na mesma, como até aí, adiado. as máquinas da gráfica continuavam a desbobinar papel furiosamente. eu não tinha tabaco quando saíram as primeiras páginas e as primeiras páginas apenas, um pouco pelo país todo. os cabeçalhos, as parangonas vinham em branco.


"Ser livre não é ser feliz. Ser livre é não deixar morrer o espírito."

- Miguel Guilherme, sobre Bocage

terça-feira, agosto 06, 2013

maciço conquistador. avesso a toda a dor. eu prossigo cantor, a arder. eu posso escolher, mas não escolho amor. eu sou o que for, mas nunca serei menos que o horror.