construíste-te dentro destas paredes que não eram
tuas. agora são, mesmo quando esticas quem és
pelo país fora. testando a elasticidade da tua cidadania,
das tuas amizades, família, conhecimento, ética. tu
pertences aonde fores mais necessário. mesmo
um caminho de regresso. marcado pelo fio de ariadne
ou pela memória do GPS. a marcar o sítio aonde
passaste a pertencer. e que é teu. em tempos
disse que o regresso nunca foi possível e é verdade.
não só porque não se regressa ao passado.
mas porque o passado mudou.