quarta-feira, julho 14, 2010

Sucker




"When I fall asleep and take a peek indoors,
I will take what's mine, and you take what's yours.
You're playing with loaded dice and a gun in the drawer,
but now why don't you even the score?

There's one born every minute.
Sucker.
Sucker.
So keep it in your pants, boy.
Sucker.
Sucker.
What makes you think you're my only lover:
the truth kinda hurts don't it motherfucker?

Sucker.

You see my fingers twitching, and my nervous glance,
I thought you were bluffing, but you saw my hand.
Lost in phony laughter and three mixed drinks,
it's time to take a chance, i think.

There's one born every minute.
Sucker.
Sucker.
So keep it in your pants, will you?
Sucker.
Sucker.
What makes you think you're my only lover:
the truth kinda hurts don't it motherfucker?

Sucker"


- Peeping Tom

terça-feira, julho 13, 2010



"Depois tu vens cantar comigo
Vens sonhar no meu colchão
Beber do meu vinho
Comer do meu pão.

Fazer-me girar no teu carrossel
Viciar-me no aroma da tua pele.

Partimos em viagem,
Paramos para dormir.
Sussuras-me umas coisas
Que eu nem posso repetir.

E sais para a rua por estar a chover
pões-te em pose, eu fico a ver.

E sempre que te vejo
Eu deixo de respirar.
Páro no desejo
Que o teu beijo me encontre
E não quero acordar."
- Jorge Cruz

sábado, julho 10, 2010

"I can't compete with history
We'll film it live but dub our tale
The mystery must stay inside
Look at our homes, look at our lives
In control of the morning
In control of the sea

You are creating all the bubbles at night
I'm chasing round trying to pop them all the time
We don't need to trust a single word they say
You are creating all the bubbles at play"

- Biffy Clyro

sexta-feira, julho 09, 2010

El Patón

eu tinha uma ideia do que a casa gastava, mas o que vi superou as expectativas. se não é um dos maiores animais de palco de sempre não sei o que é. a correr dum lado para o outro, a curtir a música ao mesmo tempo que intercalava os seus famosos berros com uns melódicos de se lhe tirar o chapéu. foi pelo meio do corredor de grades que separava as duas partes do público até subir acima do nível público para terminar uma balada "para os amantes"; aproveitou para começar a música seguinte em crowd surf. bónus: fartou-se de falar português. pôs o público a cantar "porra, caralho" porque ele experimentou as palavras entre uns versos e soou bem, gozou com o baterista a dizer que ele era uma merda e ainda foi a tempo de chamar palhaço ao cristiano ronaldo. e é inesquecível ouvi-lo cantar a "evidence" traduzida em português, em que o refrão saiu qualquer coisa como:

"Eu não senti nada
Não teve significado algum
Olhos nos olhos e declara
Não senti nada"

quarta-feira, julho 07, 2010

O Assobio (Canção do Avô)

bota essa psicadélia no retroprojector das blusas.
o teatro é feito, bem sabemos, a par e passo e passo e passo, e assim somos felizes.
a ninguém devemos palavras bonitas ou simpatias. se é para ser é para ser.
as cortinas, quando se abrirem, abrir-se-ão na fachada do quarteirão inteiro.
vais ver-nos dançar, ser felizes, sem uma ponta de vocês ou de arrependimento.
chuchai no dedo, ámen.

sábado, julho 03, 2010

o caminho está livre, moço. finalmente aquela pedra rebolou além da berma, como o Eanes passou além da dor. os obstáculos mais pequenos vão saltando ante o fulgor dos teus pés. por isso corre, moço. corre, o dia está aberto, a noite fechada para obras. e mesmo a noite podes invadir se o entenderes. e deixa quem não te entende lá longe, a virar a cara para não ver.

quinta-feira, julho 01, 2010

post scriptum

falamos bem, sabes? eu cá gostava de te ler. mas no chão já nem se anda: só tropeções e repelões de cartas. é rais parta. tive de as enlaçar, com cordel daquele com que se ata coisas á quantidade de resmas porque o tempo delas passou e o melhor é esquecê-las debaixo da cama. como se faz com os monstros e os brinquedos velhos. fiz uso do liricismo possível para te responder, finalmente responder-te. e essa carta, eu guardo à cabeceira.