This is prophylaxis, a practiced absence, a safer distance.
He is a fine clinician to diagnose this, a sound decision.
This is a family practice, it's anesthetic, it's nonreactive.
This is a termination, a fine resemblance, but no relation.
ouvir post-rock até ao limiar das lágrimas. que só páram porque o mal é amor. e não se ama ninguém.
burro velho não aprende línguas. faz a mesma merda vezes sem conta.
ama o que não quer, e quer quando sabe que não pode ter.
discute possibilidades infinitas na cabeça e com o interlocutor.
(sim, interlocutor, paixões e amizades não se aguentam a este nível de confusão)
talvez apenas esteja a precisar de verbalizar.
e fugir.
P.S.: Um dos dramas da sociedade hodierna, é conhecido commumente por amor-veneno: um afecto, que longe de ser obsessivo, é aditivo e prejudicial à saúde, física e psíquica dos respectivos utilizadores. O que noutros tempos era simplesmente denominado por "sofrer de amor" ou "amores desenencontrados", sofreu uma evolução interessante com o progressivo aumento de interconexões entre as pessoas, tornando hercúleo, se não mesmo impossível, o processo lutuoso da quebra de contacto, ora transformado num viciante sado-masoquismo emocional.
"O comportamento é uma forma de egoísmo, um meio de auto-protecção tornado necessário pela força dos nossos desejos. (...) Na curiosidade não há virtude. De facto, a curiosidade pode tornar-se o desejo mais imoral que um homem pode sentir."
Yukio Mishima, "Confissões de Uma Máscara"
P. S. (late night ideias para guiões & mais um diário de folhas esgotadas)
pensa que elas também gostam de ti por seres assim. pançudo e bronco. anti-hipster, e piadético.
como tu gostas delas de palavrão na ponta da língua e um fraquinho pelo abismo. tendências para o melodramatismo.
no fim (porque há sempre um fim), sobras tu, com um solo de guitarra na cabeça, óculos escuros à frente dos olhos à bad ass. a acabar, acaba de olhos levantados.
a sorrir, como se soubesses algo que mais ninguém sabe.
contava-te no outro dia sobre cuspirmos merda à cara um do outro quando falávamos, e enquanto falávamos nos entendíamos.
na verdade, não nos entendemos por falarmos, mas por nos expressarmos. o diálogo caústico é apenas uma parcela da conta.
falar requer comunicar de forma próxima. nós estamos presos por cordas aos nossos passados e nossos medos, quais espadachins rabetas, sabre de arame em punho aos passitos para a frente, ora aos pinchos para trás. indecisos entre atacar sem magoar e recuar estrategicamente, com a cabeça fora dali. na verdade, esquece a metáfora: não existem lutas de esgrimistas degolados. nós não existimos um para o outro.
existimos para fantasmas do passado, de quando não éramos quem somos agora.
(não há música. nem etiquetas. para o caralho com isso tudo)