This is prophylaxis, a practiced absence, a safer distance. He is a fine clinician to diagnose this, a sound decision. This is a family practice, it's anesthetic, it's nonreactive. This is a termination, a fine resemblance, but no relation.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
pirómano
Incendiário. Eu fiz dois fogos dum fósforo pequeno. É fácil: é só friccionar a ponta vermelha. E vê-lo estalar depois entre os dedos. O calor emite uma sensação de poder. De criação melhor dizendo. Mas como em todas as criações, há centelhas que se escapam das nossas mãos. Como areia por entre os dedos, amontoando-se para lá do nosso alcance. Merecem o meu carinho, como o merecem todos os renegados: à minha obra já só interessa queimar-me.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
a matar horas mortas em tempos de exames
'A noite é fria e delicada e cheia de anjos.'
Canta o rádio
e tanto que estudar.
Estrelas são estrelas
no caminho para esta casa.
Detestava ter de ver
no meu quarto
esta prisão.
Canta o rádio
e tanto que estudar.
Estrelas são estrelas
no caminho para esta casa.
Detestava ter de ver
no meu quarto
esta prisão.
domingo, janeiro 13, 2008
O Império do Mal
Ando honestamente saturado do rumo que definimos para o nosso mundinho dos dias de hoje.
Saturado....
Porque uma vez que a dicotomia Bem e Mal ficou demodée com a morte de Deus, optaram-se por pôr outros santos no altar: terceiromundismo e modernidade, ou qualquer outro conceito de semelhante. Em suma, o que é artesanal é merda, o que tem normas complicadas, directivas europeias e fiscalizado por polícias autoritárias é que é fixe. A nossa sociedadezinha faz-me lembrar o típico exemplo académico cliché da filha do lavrador rico, que teve de malhar na terra a vida toda para ter o que quer que fosse, mas que se arrepia com uma galinha morta e que ensinará os filhos a nunca, jamais, em qualquer situação sujar as mãos com terra.
Basicamente,... aos meus olhos surge no extremo a visão caricata de de florzinhas de estufa, adubadas de politicamente correcto e a fotossintetizar luzes de televisores, pc's, iPODS e outras fontes fidedignas de informação.
Para ser mais concreto: não é a ASAE em si que me irrita, não são as directivas europeias a legislar sobre galheteiros e tamanhos de preservativos unifomizados que me irritam, nem leis do tabaco e afins.
Irrita-me é por um lado a caça assumida o tudo o que é tradicional e típico, e cuja produção em grande escala, industrialização, ou massissamente fiscalizado destituirão de sentido e destruirão mais tarde ou mais cedo, levando consigo um bom naco vivo do nosso património cultural que demorou gerações a consolidar.
Irritam-me os subsidios que a UE dá às regiões pobres, quando adopta uma politica economica que na pratica resulta no nulo do que fez antes. Resultado?: calam-se os possiveis descontentes, alegram-se as grandes nações, assimetrias culturais aligeiram-se. O Mao já tinha percebido isso: um povo deslocado das suas raízes é deveras mais fácil de controlar. E calar.
Irrita-me ainda, quanto a esta lei do tabaco, o nobres espírito salazarista de que a maioria das pessoas do nosso dia-a-dia se imbuíram. TODA a gente quer saber se TODOS os cafés cumprem TODOS os pintelhos da puta da lei. E queimam, e chibam, e denunciam quem for preciso. O senhor director da ASAE rejubila nesta altura na sua poltrona, esfregando as mãos de contente, pela nova ideia de 'cada-um-fiscaliza-o-cu-do-vizinho' que ele deve pretender ver implementado no nosso Portugalzinho.
Vá lá, talvez eu esteja a exagerar. Vá lá...
Mas seria assim tão difícil dizer aquilo que toda a gente tem vontade de dizer que é mandar essa escumalha à merda?
Saturado....
Porque uma vez que a dicotomia Bem e Mal ficou demodée com a morte de Deus, optaram-se por pôr outros santos no altar: terceiromundismo e modernidade, ou qualquer outro conceito de semelhante. Em suma, o que é artesanal é merda, o que tem normas complicadas, directivas europeias e fiscalizado por polícias autoritárias é que é fixe. A nossa sociedadezinha faz-me lembrar o típico exemplo académico cliché da filha do lavrador rico, que teve de malhar na terra a vida toda para ter o que quer que fosse, mas que se arrepia com uma galinha morta e que ensinará os filhos a nunca, jamais, em qualquer situação sujar as mãos com terra.
Basicamente,... aos meus olhos surge no extremo a visão caricata de de florzinhas de estufa, adubadas de politicamente correcto e a fotossintetizar luzes de televisores, pc's, iPODS e outras fontes fidedignas de informação.
Para ser mais concreto: não é a ASAE em si que me irrita, não são as directivas europeias a legislar sobre galheteiros e tamanhos de preservativos unifomizados que me irritam, nem leis do tabaco e afins.
Irrita-me é por um lado a caça assumida o tudo o que é tradicional e típico, e cuja produção em grande escala, industrialização, ou massissamente fiscalizado destituirão de sentido e destruirão mais tarde ou mais cedo, levando consigo um bom naco vivo do nosso património cultural que demorou gerações a consolidar.
Irritam-me os subsidios que a UE dá às regiões pobres, quando adopta uma politica economica que na pratica resulta no nulo do que fez antes. Resultado?: calam-se os possiveis descontentes, alegram-se as grandes nações, assimetrias culturais aligeiram-se. O Mao já tinha percebido isso: um povo deslocado das suas raízes é deveras mais fácil de controlar. E calar.
Irrita-me ainda, quanto a esta lei do tabaco, o nobres espírito salazarista de que a maioria das pessoas do nosso dia-a-dia se imbuíram. TODA a gente quer saber se TODOS os cafés cumprem TODOS os pintelhos da puta da lei. E queimam, e chibam, e denunciam quem for preciso. O senhor director da ASAE rejubila nesta altura na sua poltrona, esfregando as mãos de contente, pela nova ideia de 'cada-um-fiscaliza-o-cu-do-vizinho' que ele deve pretender ver implementado no nosso Portugalzinho.
Vá lá, talvez eu esteja a exagerar. Vá lá...
Mas seria assim tão difícil dizer aquilo que toda a gente tem vontade de dizer que é mandar essa escumalha à merda?
domingo, dezembro 30, 2007
bipolarismo
'this time i'll get it right'
é bem melhor que assim seja.
o objectivo, meu amor, de estabelecermos ditaduras caseiras e terra-a-terra, é uma melhor prossecução e execução dos nossos fins sagrados de irmandade. onde nada, nada possa falhar. entendes agora meu bem? o motivo das chapadas psicológicas? das palavras amargas? dos sorrisos amarelos? era para te devolver ao teu lugar. àquele aonde pertences por inata condição. sabes ser isso que me faz amar-te mais que tudo.
'you can't defend it. predetermined'
cafeína.
afoga as tuas mágoas em cafeína. quero que se foda. quero que te fodas. sim! merda para ti. não venhas cá com o teu carinho e essa foleirice a que chamas 'amor'. essa merda soa a falso. tresanda a falso. chamadinhas? bilhetinhos? que há de vir a seguir? achas-te no direito de quê? vai... arranjar... uma vida. do resto eu... não tenho culpa. Baza.
'you know I'll sit at the bottom space, trace lines in the vacant face'
VAMOS
DISPARAREMTODASASDIRECÇÕESOQUESOMOSEOQUEACHAMOSPROFUNDAMENTEAPAIXONADOSPELAVIDAQUETRAÇAMOSEMOCIONADOSCONTRATUDOECONTRATODOS
NÃOHAVERÁPARAONDEFUGIRPOISPARAONDEFUGIRSERÁPARAONDEATACAREMOSEESTAREMOSTÃOPERTODAPERFEIÇÃOQUANTOONOSSOCORAÇÃODEDEUS
AOSCÉUSEAOSMEUSEATUDOECONTUDOESTAREMOSAQUIEXTASIADOSPERANTEANOSSACRIAÇÃOFEITADESANGUEEMOÇÃOEMESTADOPUROCOMOMANDAAORDEMDASCOISAS
NOAQUIENOAGORA.AVIVERPONTO.NÓSOSDOISADARSENTIDOAOSENTIDOQUETIRAMOSAISTO.
PARAISTOEUEXISTO.
'it's all about these changes'
odeio vagas de saudades.
odeio-as porque me fazem dizer poemas. o ano acaba dentro de poucos metros e depois é só abismo. e perante o fim-do-tempo, o apocalipse do mundo como o conhecemos apenas me saem poesias. e sobre ti. para não variar. apenas tu, apenas tu, apenas tu a calcorrear as ruas da cidade de pedra pela mão de um gajo qualquer. então as saudades servem para quê? se na hora do colapso apenas estiver lá eu
é bem melhor que assim seja.
o objectivo, meu amor, de estabelecermos ditaduras caseiras e terra-a-terra, é uma melhor prossecução e execução dos nossos fins sagrados de irmandade. onde nada, nada possa falhar. entendes agora meu bem? o motivo das chapadas psicológicas? das palavras amargas? dos sorrisos amarelos? era para te devolver ao teu lugar. àquele aonde pertences por inata condição. sabes ser isso que me faz amar-te mais que tudo.
'you can't defend it. predetermined'
cafeína.
afoga as tuas mágoas em cafeína. quero que se foda. quero que te fodas. sim! merda para ti. não venhas cá com o teu carinho e essa foleirice a que chamas 'amor'. essa merda soa a falso. tresanda a falso. chamadinhas? bilhetinhos? que há de vir a seguir? achas-te no direito de quê? vai... arranjar... uma vida. do resto eu... não tenho culpa. Baza.
'you know I'll sit at the bottom space, trace lines in the vacant face'
VAMOS
DISPARAREMTODASASDIRECÇÕESOQUESOMOSEOQUEACHAMOSPROFUNDAMENTEAPAIXONADOSPELAVIDAQUETRAÇAMOSEMOCIONADOSCONTRATUDOECONTRATODOS
NÃOHAVERÁPARAONDEFUGIRPOISPARAONDEFUGIRSERÁPARAONDEATACAREMOSEESTAREMOSTÃOPERTODAPERFEIÇÃOQUANTOONOSSOCORAÇÃODEDEUS
AOSCÉUSEAOSMEUSEATUDOECONTUDOESTAREMOSAQUIEXTASIADOSPERANTEANOSSACRIAÇÃOFEITADESANGUEEMOÇÃOEMESTADOPUROCOMOMANDAAORDEMDASCOISAS
NOAQUIENOAGORA.AVIVERPONTO.NÓSOSDOISADARSENTIDOAOSENTIDOQUETIRAMOSAISTO.
PARAISTOEUEXISTO.
'it's all about these changes'
odeio vagas de saudades.
odeio-as porque me fazem dizer poemas. o ano acaba dentro de poucos metros e depois é só abismo. e perante o fim-do-tempo, o apocalipse do mundo como o conhecemos apenas me saem poesias. e sobre ti. para não variar. apenas tu, apenas tu, apenas tu a calcorrear as ruas da cidade de pedra pela mão de um gajo qualquer. então as saudades servem para quê? se na hora do colapso apenas estiver lá eu
quinta-feira, dezembro 06, 2007
De A a Zé
Zé era um puto. 13 pr'aí, dizia-se.Um sacana dum fedelho safado. Mal-educado e respondão: constava-se, talvez uma má educação em casa. Ou apenas palavras amargas ditas no carinho de uma mão pesada. Ou então mimo a mais, mesmo. O Zé gostava de rock n roll. O Zé não devia gostar de rock n roll porque quem gostava de rock n roll tinha dinheiro para gostar de rock n roll. Logo, depreende-se, que ouvia orelhudos mais orelhudos que outros, e que as guitarras não eram para todos, mas para alguns e isso deixava o Zé de orelhas a arder. Foda-se! Foda-se, foda-se, foda-se... O Zé não era propriamente pacato. Nem no vocabulário, nem a agir. Nem a pedir a autorização (porque não a pedia), nem a bater à porta (porque era o único sítio do mundo aonde ele não batia). Depois havia quem se queixasse disto e do Zé e daquilo e do Zé: a verdade é que ele conseguia ser um verdadeiro popular lá na escola dele, o que era para todos os efeitos notável dado o seu historial, problemático, vá lá!, nem tanto, mas bizarro. Cuspia muitas vezes, o Zé. Em especial quando via os freaks a passar com ar de intelectualóides sofredores. E por aquelas bandas o que mais havia era freaks. Que ainda no dia anterior iam c'os paizinhos tomar um pingo ao salão de chá onde o café é a 80 cents. Aquilo não lhe entrava na puta da cabeça. Por isso ia entrar pela cabeça dalguns putos adentro no campo de futebol. Vá lá, às vezes só nas pernas, porque a bola tinha cara de fenómeno, pois afinal era quadrada e isso não era coisa que se visse todos os dias. Quem dera aos professores poder dizer o mesmo dele. Sim! Porque o José não faltava a aulas. O Zé envenenava-as com a sua presença e imposição da sua pessoa e da sua prosa refinada: ligeiramente a mesma postura com que ouvia o seu rockzinho. O resultado tinha tanto que se lhe dissesse que volta e meia o Zé juntava as duas coisas e os professores adoravam.
Mas havia um pormenor que deixava o Zé particularmente deleitado. Era saber que ele era o futuro, e que seria a selecção do resto do mundo a ficar com ele.
Mas havia um pormenor que deixava o Zé particularmente deleitado. Era saber que ele era o futuro, e que seria a selecção do resto do mundo a ficar com ele.
domingo, novembro 18, 2007
you are not a slave
"I write messages on money.
It's my own form of social protest.
A letter printed on paper that no one will destroy
passed indiscriminately across race, class and gender lines
and written in the blood that keeps the beast alive.
A quiet little hijackingon the way to the check-out counter
And a federal crime.
I hope that someone will find my message one day when they really need it.
Like I do."
by Josh Koppel
It's my own form of social protest.
A letter printed on paper that no one will destroy
passed indiscriminately across race, class and gender lines
and written in the blood that keeps the beast alive.
A quiet little hijackingon the way to the check-out counter
And a federal crime.
I hope that someone will find my message one day when they really need it.
Like I do."
by Josh Koppel
quarta-feira, novembro 14, 2007
a mão que alimenta
Levantei os espinhos do meu quintal. Das silvas que cobrem o seu chão, as mesmas que enlaçam a figueira e beiral.
Levantei-os. Uma natureza de mais de dois metros a olhar-me nos olhos. A magoar-me nos intervalos de si, consigo própria. A sua carne bem na minha.
Nós sabemos o jogo da existência. Os espinhos exigem o meu sangue como paga do incómodo, de se erguerem às evidências de serem meus. De assim fazermos sentido, não. Eles disso não gostam.
Infestam o que é meu. Meus sendo-os também. E matam, matando o que cresce sem rei. Verde. Com o sol por única lei. E chuva por única redenção.
Então... a estes castigadores, que conspurcam o meu silêncio, com o seu verde cínico, eu pergunto: porquê não se mostrarem e rasgar vidas como as vidas devem ser rasgadas?
Olho-vos nos olhos meus amigos. Meus pertences. Aqui de pé, vim para saber de vós. Aqui vim para esganar-vos se tiver de ser. Aqui vim até para morrer.
Aqui eu quero saber e não saio sem resposta. Se enquanto um de nós viver, o outro terá o que gosta, a infestar a história do que resta.
Levantei-os. Uma natureza de mais de dois metros a olhar-me nos olhos. A magoar-me nos intervalos de si, consigo própria. A sua carne bem na minha.
Nós sabemos o jogo da existência. Os espinhos exigem o meu sangue como paga do incómodo, de se erguerem às evidências de serem meus. De assim fazermos sentido, não. Eles disso não gostam.
Infestam o que é meu. Meus sendo-os também. E matam, matando o que cresce sem rei. Verde. Com o sol por única lei. E chuva por única redenção.
Então... a estes castigadores, que conspurcam o meu silêncio, com o seu verde cínico, eu pergunto: porquê não se mostrarem e rasgar vidas como as vidas devem ser rasgadas?
Olho-vos nos olhos meus amigos. Meus pertences. Aqui de pé, vim para saber de vós. Aqui vim para esganar-vos se tiver de ser. Aqui vim até para morrer.
Aqui eu quero saber e não saio sem resposta. Se enquanto um de nós viver, o outro terá o que gosta, a infestar a história do que resta.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Morte Lenta, Motel.

Morte lenta, Motel.
Capital do Escândalo
ao letárgico abandono
do dandismo.
Cada seu a seu dono,
narcisismo
e falta de sono.
Apocalipse Cabaret.
Doenças virais
e mais mortais
causas de mortes.
Musicais sortes.
O degredo mora ao lado.
A puta a tentar
outro bocado.
Danças ventrais.
Gastro-entrites,
animais, gengivites
e cavalos
nesta noite de assucenas,
eu perdoo madalenas
de chapéu em punho
e bengala na mão.
Eu desunho
todo o ego
que se derrama
pelo chão.
Quem me ama
nem sequer sonha,
nem sequer sabe,
que a bandeira da vergonha
me serve de fronha
da verdade.
terça-feira, outubro 23, 2007
monters in your parasol
como acaba o mundo por detrás do teu piscar de olhos, como acaba assim, enquanto
o diabo esfrega um olho.
já me parecia tanto mais tempo neste teatro e afinal, tanto tempo era afinal, uma merda, no final de contas. e nós que empunhávamos máscaras, e fazíamos cada trinta por uma linha redundando numa tremenda e obscena conta de 31, o número proibido que desdenho por ignóbil mente parda e se encontar inacessível no tecto do mundo. eu
acho
todos estes devaneios, do mais absurdo que se concebe aí para os cantos, aos vómitos e arrancos como se de porcos atirados às pérolas se tratassem. e maomés que não chegam às montanhas apesar de tentarem e tentarem bem. e tentarem muito. com todos os al-alcorões que têm ao dispôr. eu acho
que vou ter saudades de estar obrigado a portar-me como um homenzinho.
e de os meus vinte aninhos não serem apenas um numerário no papel que me dá livre acesso a certos tipos de asneiradas.
ai... ai...
voilá! enfim,
que até francês eu falo
o diabo esfrega um olho.
já me parecia tanto mais tempo neste teatro e afinal, tanto tempo era afinal, uma merda, no final de contas. e nós que empunhávamos máscaras, e fazíamos cada trinta por uma linha redundando numa tremenda e obscena conta de 31, o número proibido que desdenho por ignóbil mente parda e se encontar inacessível no tecto do mundo. eu
acho
todos estes devaneios, do mais absurdo que se concebe aí para os cantos, aos vómitos e arrancos como se de porcos atirados às pérolas se tratassem. e maomés que não chegam às montanhas apesar de tentarem e tentarem bem. e tentarem muito. com todos os al-alcorões que têm ao dispôr. eu acho
que vou ter saudades de estar obrigado a portar-me como um homenzinho.
e de os meus vinte aninhos não serem apenas um numerário no papel que me dá livre acesso a certos tipos de asneiradas.
ai... ai...
voilá! enfim,
que até francês eu falo
sexta-feira, outubro 12, 2007
20
20!
"é tempo de pôr a prova a destreza de mãos e surripiarmos carteiras"
a minha mood anda a oscilar a 300 e tal á hora desde as ú.ltimas 24h a esta parte. agora estou a rock n rollar, para mal dos meus pecados, graças a Deus! porque me disse um amigo meu que Deus é grande e gosta de mim. e eu sou um cromo bau-au-au que se apaixona como quem dá cá aquela palha. e o que me fode! é ver a velha escola morrer. a minha nova escola que agora é velha e onde o que contava era a alma e não o cinismo com que a cena era feita, amada e construída. somos uns merdas. é o que é
eu sou maior. já sou maior, somos maiores e vacinados. e partir canelas. quero voltar a ser nodoanegrino, rebelde sem causa e estúpido sem casa. adoro a amorosa. como adorava os meus legos, bd's, bonecos de acção e o dragon ball. e como quando ia pa casa do zinhe jogar nintendo a tarde toda. como das altas jamadas com os ANTI-COISO.
adoro quando estou em baixo de forma e vem o zack (os dois) dizer: levanta-te piça mole. Anger is a gift! adoro ver o que é meu a ser de todos e nós todos em cada coisa, e esta deve ser a única coisa que o Pessoa disse de jeito. Adoro o torga e a sua crueza que racha tudo como quem limpa o cu a meninos. eu sou isto e sou feito de pedra.
e graças a Deus tui não gostas de calhaus. porque eu sou o calhau rebolador. o matador por isso
Foda-se!
A autoridade que se foda. A sociedade que vá pelo mesmo caminho. Cageui. Andei. Desandei. XAU xau dia sóbrio. o que é punk tem de estar cá dentro e não nas riscas, nos pins, nos rasgões e nessas paneleirices que fazem toda a cena parecer mais um carnaval que outra merda qualquer. Ai que eu sou tão rebelde! com as minhas merdinhas que compro "para a vida banal parecer divinal" consumo consumo tu cosomes nos consumimos nos matamos fodemos e enrabamos o nosso melhor irmão ou quem quer que seja que esteja do nosso lado para continuarmos a consumir que nem uns alarves parasitas.
long death for us all! para o nosso leviathan social que criamos para desculpar a nossa incapacidade para o destruir. eu vivo na lama deste mundo, mas "nem por isso sou a lama que muitos são". cappice?
há mais 20 anos pa desandar. mais 20 de vida malvada.
"i don't ask for much..."
rock n roll. rock n roll. rock n roll
e ver que as merdas que digo, são mesmo uma merda. mas são a merda que fazem com que o próximo passo seja dado. e com orgulho.
rock n roll ain't noise pollution
obrigado a tudo e todos. anónimos e conhecidos. pelos momentos, pelas conversas, pelas músicas, danças, contradanças, discussões, comentários, posts, turmas, faculdades, "praxes", queimas, bebedeiras, paciência (montes dela), festivais, concertos, tarolos, futeboladas, mdi's e cenas esquisitas que nem ao menino Jesus lembraria
eu sou eu e as minhas atenuantes. eu sou eu mais os meus vinte anos que passei convosco e os que não vão ler isto que serão muitos mais. agradeço cá do fundo a tudo o que cá veio parar, acertar, fulminar, apaixonar e fazer acreditar que isto aqui até nem é assim tão mau. momentos maus incluídos.
20 Years - Placebo
[anger is a gift]
"é tempo de pôr a prova a destreza de mãos e surripiarmos carteiras"
a minha mood anda a oscilar a 300 e tal á hora desde as ú.ltimas 24h a esta parte. agora estou a rock n rollar, para mal dos meus pecados, graças a Deus! porque me disse um amigo meu que Deus é grande e gosta de mim. e eu sou um cromo bau-au-au que se apaixona como quem dá cá aquela palha. e o que me fode! é ver a velha escola morrer. a minha nova escola que agora é velha e onde o que contava era a alma e não o cinismo com que a cena era feita, amada e construída. somos uns merdas. é o que é
eu sou maior. já sou maior, somos maiores e vacinados. e partir canelas. quero voltar a ser nodoanegrino, rebelde sem causa e estúpido sem casa. adoro a amorosa. como adorava os meus legos, bd's, bonecos de acção e o dragon ball. e como quando ia pa casa do zinhe jogar nintendo a tarde toda. como das altas jamadas com os ANTI-COISO.
adoro quando estou em baixo de forma e vem o zack (os dois) dizer: levanta-te piça mole. Anger is a gift! adoro ver o que é meu a ser de todos e nós todos em cada coisa, e esta deve ser a única coisa que o Pessoa disse de jeito. Adoro o torga e a sua crueza que racha tudo como quem limpa o cu a meninos. eu sou isto e sou feito de pedra.
e graças a Deus tui não gostas de calhaus. porque eu sou o calhau rebolador. o matador por isso
Foda-se!
A autoridade que se foda. A sociedade que vá pelo mesmo caminho. Cageui. Andei. Desandei. XAU xau dia sóbrio. o que é punk tem de estar cá dentro e não nas riscas, nos pins, nos rasgões e nessas paneleirices que fazem toda a cena parecer mais um carnaval que outra merda qualquer. Ai que eu sou tão rebelde! com as minhas merdinhas que compro "para a vida banal parecer divinal" consumo consumo tu cosomes nos consumimos nos matamos fodemos e enrabamos o nosso melhor irmão ou quem quer que seja que esteja do nosso lado para continuarmos a consumir que nem uns alarves parasitas.
long death for us all! para o nosso leviathan social que criamos para desculpar a nossa incapacidade para o destruir. eu vivo na lama deste mundo, mas "nem por isso sou a lama que muitos são". cappice?
há mais 20 anos pa desandar. mais 20 de vida malvada.
"i don't ask for much..."
rock n roll. rock n roll. rock n roll
e ver que as merdas que digo, são mesmo uma merda. mas são a merda que fazem com que o próximo passo seja dado. e com orgulho.
rock n roll ain't noise pollution
obrigado a tudo e todos. anónimos e conhecidos. pelos momentos, pelas conversas, pelas músicas, danças, contradanças, discussões, comentários, posts, turmas, faculdades, "praxes", queimas, bebedeiras, paciência (montes dela), festivais, concertos, tarolos, futeboladas, mdi's e cenas esquisitas que nem ao menino Jesus lembraria
eu sou eu e as minhas atenuantes. eu sou eu mais os meus vinte anos que passei convosco e os que não vão ler isto que serão muitos mais. agradeço cá do fundo a tudo o que cá veio parar, acertar, fulminar, apaixonar e fazer acreditar que isto aqui até nem é assim tão mau. momentos maus incluídos.
20 Years - Placebo
[anger is a gift]
Assinar:
Postagens (Atom)