terça-feira, agosto 02, 2011

finish him

embainha a espada samurai e recua. foste ultrapassado pelo teu próprio tempo.
corta o cabelo. jejua. apanha o mais recém-desenhado comboio. parte.
guarda a arte, que o mundo é preverso e não poucas vezes não antevê o que exilou.
exila-te. começa uma nova empresa da qual ninguém ouvirá, por terem os ouvidos nos corações errados.
mas não serás tu mais a cortar-lhes as orelhas.

sabes bem!



yeah, little girl: you can make love and listen death from above.
there's no one like you, my friggin god, you're godlike.
whisper your osgasmic sarscasms in my ear, and beg me
to break right in two, before
"you find another pretty boy to turn you on."

segunda-feira, agosto 01, 2011

porque a inveja é uma coisa muito feia.

e a raiva também o é. quando se combinam as duas? quando concluo que era só inveja que motivava tanta raiva. e que disfarçada de classe, ela (a inveja), encontrou hospedagem no previsível. tão previsível, que me suscita a dita raiva. por isso andam (o que ora eram) invejas a passear-se alegremente ao sol de verão, ou ao empandegamento da lua, metamorfoseadas de sublime, dandismo e glamour.


vivo duma terra, muito bonita, de facto, mas muito envelhecedora, na verdade.

domingo, julho 31, 2011





dou graças a Deus por há 4 anos atrás uma banda indie merdosa de pretensiosos suecos ter cancelado um concerto que proporcionou dar um abraço ao jim ward ao pôr-do-sol. e porque "a difamação é algo que não resiste" e apesar do reduzido tempo de concerto, o encore continuar a ser feito todos os dias, desde então, pelos mesmos e não por aqueles que se iluminam, com o que antes acerrimamente criticavam. a verdade é que não importa: as coisas mágicas acontecem quando menos esperarmos, no timing certo, enquanto os falsos virtuosos continuarem a encantar falsos fãs, quando o hype social mais lhes convir.

"This isolation chamber, disguised but true
Enough to kill this stranger, nothing left to do
Freedom's lost its clarity and breathing comes fast
This escape is essential to live another day."

sexta-feira, julho 29, 2011

diz-se que não se deve voltar aos sítios onde se foi feliz. eu tive o prazer (e a angústia) de viver num desses sítios. não sei se será legítimo chamar-lhe casa, ou lar, ou cubículo (ao qual me confinei), ou até mesmo residência: prefiro recordá-lo como uma república. de homens livres, simples e bravos, claro. deixo um retrato na parede e um graffiti no interior da gaveta de uma secretária a marcar a minha passagem, por muito anedótica que surja aos olhos dos indiferentes que com ela se depararem. o que é verdadeiramente triste, mais do que a partida em si, é perceber que fomos partindo aos poucos com aqueles que nos ligavam a sítios como este e foram partindo antes de nós, um após um, para o desconhecido, para o silêncio da distância. no fim, na hora derradeira de arrumar a última mochila, já não nos sentimos mais que um bibelot, um troféu nocturno a ocupar espaço demais na arrecadação. apesar da tenra idade, sentimo-nos velhos e a ocupar um lugar que já não devia ser nosso. na verdade, considero que o árbitro do pau-bola da vida já apitou para descontos há muito, muito tempo. tanto tempo que parece que foi outro a jogar em meu lugar. e o tem vindo a fazer. durante estes últimos meses. e ao longo de todos estes anos. mas o conceito é dinâmico, mais inovador do que propriamente social: primeiro é mero poiso, depois casa, depois casa de férias e por fim será como a casa dos pais, que visitamos com a família de longe a longe, muito longe a longe, para ver se está tudo no sítio, se os putos do antigamente já fazem a barba em condições, se o outro atadinho já bebe uns copos com o pessoal, e se, apesar de já não ser nada da nossa conta, ainda se é feliz nesse lugar. pelo menos, o mesmo que eu fui em tempos.

sexta-feira, julho 22, 2011

will you smile again?



"And you awake and there you are
Not far off from the line before
And just how long did it take for you to understand
Where your feelings stopped and writing began
Convince yourself to take control
Play to the hilt this unlikely role

Remember all the bad dreams
Are not far from reality
Would you write again for me?
And who bade you stop this living art?
Have you forgotten just what you are?
If you don't want to then you could at least pretend
That the paper's your soul and your blood's the pen

And maybe then you'd see the light
And read the truth that you had to write

If heaven sent you downstream
Where banished eyes haven't been
Would you smile again for me?
You misread your fate line
Had long run out ahead of time
Would you write again for me?"

quinta-feira, julho 21, 2011

Bizancio



nós somos cenas que a nós não assistem. especamos de costas para o espectáculo. fizemos, medos aparte, o que precisávamos de fazer e fomos orgulhosos: que ninguém nos apontasse um dedo. gargalhamos quando ouvimos as deixas dos actores, lá longe ao fundo, mas a pergunta coloca-se: sorriremos outra vez?